Quinta e Paço de Lanheses foram classificados Monumento de Interesse Público.(MIP)


O que diz o Diário da Republica: "Portaria n.º 740-FD/2012. D.R. n.º 252, 2.º Suplemento, Série II de 2012-12-31.
Em: http://dre.pt/pdf2sdip/2012/12/252000002/0006000061.pdf

"O Paço de Lanheses é um dos mais representativos exemplares da arquitectura civil do século XVIII em Portugal.

Construído a meados de Setecentos, o edifício adopta uma planta compósita, comum a outros exemplares, com dois corpos avançados e porticados ladeando uma escadaria de aparato de lanço único.
Compõem o conjunto, além de espaços residenciais delimitados por muro ameado e portal de acesso armoriado que definem o terreiro, um jardim, a Capela e a Quinta.
A relevância patrimonial e paisagística dos espaços exteriores é assinalável pela qualidade, integridade e diversidade de elementos que o constituem: o jardim, com buxo e cameleiras, normalmente associadas a solares do Minho; a mata, com pelourinho (classificado como IIP pelo Decreto n.º 12 122, de 11-10-1033); e as dependências de apoio à exploração agrícola, incluindo eira, espigueiro, sequeiro e áreas de cultivo.

A classificação da Quinta e Paço de Lanheses reflecte os seguintes critérios ...: o carácter matricial do bem; o seu interesse como testemunho simbólico; o seu valor estético, o técnico e material intrínseco; a sua concepção arquitectónica e paisagística.

A zona especial de protecção (ZEP) tem em consideração a necessidade preservar as características morfológicas e a imagem histórica do local. A sua fixação visa salvaguardar os nexos do lugar, imprescindíveis para a compreensão e salvaguarda do valor histórico, arquitectónico, arquitectónico e funcional do imóvel e seu contexto paisagístico.
[..]

,, manda o Governo, pelo Secretário de Estado da Cultura, o seguinte:

Artigo 1.º
Classificação

É classificado como monumento de interesse público a Quinta e Paço de Lanheses, no Largo Capitão Gaspar Castro, 465, freguesia de Lanheses, concelho e distrito de Viana do Castelo, conforme planta de delimitação contante do anexo à presente portaria e que desta faz parte integrante.

Artigo 2.º
Zona especial de protecção

É fixada a zona especial de proteção do monumento referido no artigo anterior, planta de delimitação contante do anexo à presente portaria e que desta faz parte integrante."

13 de Dezembro de 2012 – O Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.


Noite Internacional de Folclore no Paço de Lanheses

Foi possível apreciar, na noite 4 de Agosto, mais uma vez este espectáculo internacional de organizado pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Lanheses. Este todos anos realiza este festival aqui, no solar do Paço de Lanheses, na sua terra, nesta freguesia do concelho de Viana do Castelo. Sendo este o XXXIII e que teve algumas particularidades, como a presença a cantar da Catarina de Almada "`capella", recentemente chegada dos Ídolos e apesar de estar na sua casa de família pela 1. vez aí, assim como mais quatro novos grupos estrangeiros, nomeadamente um da Rússia, como se pode ver nestes vídeos que se seguem:

"Casa dalmada" - Livro do Armeiro-mor


Brasão d´armas da Casa d´Almada, constante no livro do Armeiro-mor, por João do Cró ou João du Cros (folha 60 verso). 

Este códice iluminado foi mandado fazer por D. Manuel I que, no início do séc. XVI,  fixou os brasões existentes no uso das armas. 

Está Torre do Tombo, em Lisboa, e pertencia à livraria particular d´El-Rei D. Carlos. 

D. António Caetano de Sousa atribuiu as iluminuras ao mestre Arryet.


Peregrinação do maior grupo Compostelano até hoje - Lanheses a Santiago - 2012

Paço de Lanheses, 18 de Julho de 2012. 

Foi mais um ano que que os padres missionários claretianos, através da sua "Equipo de Pastoral Infantil y Juvenil Vocacional", levam um grupo internacional em peregrinação desde a freguesia de Lanheses a Santiago de Compostela, só que desta vez eram, pela primeira vez, mais de 120 e com representantes de todos os continentes.

Serra d´Arga, 19 de Julho de 2012

mais... http://dolethes.blogspot.pt/2012/07/a-caminh0-de-santiago-de-compostela.html

Visita do grupo Amigos de los Pazos (1978)

Visita da associação galega dos “Amigos de los Pazos” e seu presidente D. Juan M. López-Chaves Meléndez, em 1978, ao Paço de Lanheses.

Fotografia de: Gualberto Boa-Morte Galvão

A Origem da Feira de Lanheses na sua então Vila

por Lourenço d´Almada
em Lanheses a Preto e Branco,
edição da Junta de Freguesia de Lanheses.2012



Desagradável e aborrecida esta história!
Estes lanhesences estão cada vez mais fortes!
Não bastava terem transformado Lanheses de aldeia em vila (Vila Nova de Lanhezes), para proveito próprio, como agora alargaram o seu concelho e arrastaram para si a feira, que tende a ser grandiosa, pelos bons acessos que tem e por terem conseguido para ela o estatuto de mercado franco.
E foi à «espadeirada e à coronhada» que se afirmaram nas redondezas, agora que têm para si a polícia e juiz – cadeia, pelourinho e câmara.
Estes Ricaldes Abreu Pereira, senhores dessa terra e com solar no Paço de Lanheses, ganharam tal poder em Lisboa que ninguém os consegue parar e demover!


Era impossível não ser este o tema de conversa de toda a região afetada, que ia desde Ponte de Lima a Viana e de Barcelos a Valença mas principalmente a zona de Caminha, após os acontecimentos de 1796. Altura em que um fidalgo, do referido Paço, sai a cavalo com os seus homens e expulsa de vez, à força e sob a proteção da lei, os feirantes da frente da Casa da Ferreira, em Meixedo, obrigando-os só pararem, no que se chamou durante muito tempo Largo da Feira[1], em frente à sua grande casa.

Aí, aos sábados de 15 em 15 dias, lá continuou até hoje, trazendo toda a riqueza económica e movimento de cores que só visto.

Por mais de duas centenas de anos... juntas de bois carregadas, mulheres de cestos na cabeça, peregrinos e mendigos, cheiros dos fumados e ervas especiais, ferragens e ferramentas, telhas e toda uma olaria, flores, galinhas a carcarejarem, os ovos frescos, os porcos, coelhos, cabritos, as chitas, mantas e tecidos vários, solta-se uma corda de uma tenda, que debate ao vento, cascos de garranos a baterem no chão, a tabernas apinhadas, o burburinho de recente luta, que tinha sido ao pau, uma concertina que toca, as crianças na brincadeira e a chorar, as moedas a caírem dos bolsos, o piscar de olhos matreiros, alguém cora e sorri, ... as trocas mais  que muitas... a alegria, uma vida que não esmorece.

Tudo tinha começado no final do séc. XVIII em que o país atravessava grandes mudanças e quando a chamada “época pombalina” teve o auge, trazendo grande benefícios para a Civilização. Mas, seu Humanismo aqui, com o Marquês de Pombal à cabeça, tinha obrigado o Povo a grandes sacrifícios e ausência de antigas liberdades, alicerçadas na Tradição, agora que mais do que nunca a Sociedade tinha passado a ser dirigida por uma orientação política bem definida e a isto impunha. Entretanto é, nessa altura, que o rei D. José que o protegia morre. Tal como em todas as monarquias as atenções voltam-se então para saber quem vai tomar o seu lugar e, neste caso, era complicado pois não tinha deixado filho homem e estávamos, há muito, sob um regime de lei sálica que obrigava a procura-lo[2]. É então que todos se viram aquele que era considerado o melhor jurisconsulto do seu tempo, o lanhesense frei doutor José Ricalde de Pereira e Castro[3], deputado do Conselho do Santo Ofício e desembargador do Paço Real, para advogar a favor da infanta, filha do monarca. Ele não só o consegue de uma forma brilhante como apresenta magnífico discurso de  "Levantamento ao Trono", em meados de 1777[4], que convence a côrte a entregar, em paz, a governação de Portugal pela primeira vez a uma rainha, em pleno. Isso agradou a todos exceto os partidários de Pombal, que a tal se opunham, que formaram um movimento chamando aos seus oponentes de “Reviralho”, pela reviravolta que fez cair o ex: primeiro-ministro e suas ideias, quando os seus líderes apoiavam-no aparentemente em tudo antes da morte do pai de D. Maria I.
Será então, nessa conformidade, que novas leis surgem e nas quais o então nosso reino é submetido a nova organização e da qual, como sinal de agradecimento, nunca foi esquecida a perícia e vontade do «filho de Lanheses», que era um dos poucos conselheiros que acompanhavam de perto a ação governativa de então, exercendo função de assessoria política[5].


[1] Subsídios para uma Monografia de Lanheses, A Criação da Feira em Lanheses e a Extinção da que se fazia em Meixedo, Gabriel A. M. Gonçalves, Cap. XIV.

[2]A lei sálica, como regra vinda de França no final do séc. XIV, impunha a exclusão feminina na sucessão do trono. Assim como determinava que nenhuma mulher poderia herdar propriedades imóveis e que todas as terras deveriam ser transmitidas aos membros masculinos da sua família.

[3] Era filho natural do coronel José Pereira de Brito e Castro e irmão de Francisco de Abreu Pereira, ambos senhores do Paço de Lanheses. – Felgueiras Gayo, vol. II, pg. 271  (Barbosas).

[4] Auto do Levantamento, e Juramento que os Grandes, [..], e mais Pessoas, que se acharam presentes, fizeram à Muito Alta, Muito Poderosa Rainha Fidelíssima a Senhora D. Maria I, [..], sendo Exaltada, e Coroada sobre o Régio Throno [..] dia Treze de Maio. Anno de 1777 - Lisboa, Na Regia Officina Typografica, 1780, págs. 59-75.

[5] Joaquim Veríssimo Serrão, História de Portugal, Lisboa, Editorial Verbo, 1982, vol. VI, p. 339

Pedra d´Armas do portão e sua heráldica

Esta pedra de Armas, no portão do Paço de Lanheses, tem representados os seguintes apelidos:
Cirne ou Cyrne, Pereira, Peixoto e Castro. E ao centro, no "sobre-o-todo", também chamado "ponto-de-honra" ou "coração" tem o de Abreu.
Assim, coincidente com a data do fim das obras de melhoramento deste solar, das quais este muro que rodeia o terreiro da entrada seria das últimas fases, vemos que seria o brasão usado por: Sebastião de Abreu Pereira Cirne Peixoto, Senhor de Vila Nova de Lanheses e do Paço de Lanheses, Alcaide-mor de Ferreira, Comendador de da Ordem de Cristo. (O que está totalmente de acordo e em consonância da lógica que teria de pertencer ao filho morgado daquele que antes tinha dado o nome para o brasão d´armas, aqui igualmente abordado, colocado por cima das escadas principais, já dentro do referido terreiro) .

Pedra d´Armas da entrada e sua heráldica

Esta pedra de Armas, na escadaria da entrada do Paço de Lanheses, tem representados os seguintes apelidos:
Abreu, Castro, Brito e Pereira.
Assim, coincidindo com a data em que foi feito uma grande obra de remodelação deste solar, depreende-se que seria o brasão usado por: Francisco de Abreu Cirne Pereira de Brito, Senhor do Paço de Lanheses, Comendador da Ordem de Cristo e Governador do castelo de Viana do Castelo.

- http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=210561

Peregrinação de grupo de jovens - Lanheses a Santiago - 2010

Três vídeos da Peregrinação Compostelana que um grande grupo de jovens de várias nacionalidades, Espanha, Itália e Portugal, assistidos por padres missionários claretianos, fez desde a freguesia de Lanheses a Santiago de Compostela, no ano de 2010.
Dormiram na Escola do Secundário C+S de Lanheses, atravessaram o Rio Lima, no Lugar da Passagem em Geraz do Lima, visitaram o Paço de Lanheses onde tiraram uma fotografia geral que aqui se pode ver, em dois deles, e depois seguiram o percurso indicado no livro "a Caminho de Santiago", editado pela Lello, até Santiago depois de cruzar Vigo.




http://claretgazteak.wordpress.com/2010/07/22/la-pastoral-juvenil-claretiana-en-el-camino-de-santiago/
.

Paço de Lanheses - Património Nacional

Discrição e etapas preparadas pelo IGESPAR - instituto de gestão do património arquitectónico e arqueológico(ex IPPAR)
*Quinta e Paço de Lanheses, outra designação é Solar de Lanheses
Situação Actual
Em Vias de Classificação
Teve:
- Despacho de abertura de 9-07-1993 do Vice-Presidente do IPPAR.
- Proposta de 12-09-2005 da DRPorto.
- Parecer favorável de 23-04-2008 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. (em vigor após publicação no DR), que diz o seguinte:
" que ao Paço de Lanheses se reconhece valor cultural que lhe confere uma importância qualificativa no âmbito do património Português. Isto é, como testemunho identifica uma memória histórica-social que representa uma corrente arquitectónica, artística que se destaca no contexto nacional pela sua exemplaridade, e porque ao longo do tempo, conservou os seus valores originais, de autenticidade e integridade.
(resumindo) O Paço de Lanheses tem um significado cultural que é memória e identidade Portuguesa."

Dom Luiz Francisco de Almada e "Viver no Campo".


Em dia combinado tivemos o gosto de conhecer a simpática Joana Leitão de Barros e sua fabulosa equipa para a entrevista, ao meu saudoso pai, aqui no Paço de Lanheses, que é esta (publicada na revista "Viver no Campo, n.º 4, em Setembro de 1997):






"Campo de Fora" em Lanheses


Em lavoura no "Campo de Fora" do Paço de Lanheses, ao fundo.
Praticado nesse dia, há cerca de 3 anos, pelo nosso caro "João caseiro" - João Malheiro - com amor e carinho pela "sua" terra como só ele tinha e a família ainda tem.
Bem-haja e saudade. Lourenço d´Almada

Rhododrendon Secular, no Paço de Lanheses

O nosso amigo “lanhesense” Remígio Costa ao longo dos anos da sua papelaria (hoje com outro proprietário) assistia ao desabrochar desta fantástica e invulgar árvore pelo seu tamanho e beleza das sua flores.
Hoje, já distante dessas lides ao balcão, com um merecido descanso e mais disponível para outros horizontes, resolveu criar um simpático blogue onde aborda assuntos contemporâneos, regionais e locais.
Muitos deles sobre Património e Natureza, ao que se nota que é sensível e entendido.
É precisamente num desse artigos que, felizmente para nós, se lembra de escrever sobre esta espécie que tanto o impressionava.
Ao qual gostaria chamar aqui a atenção para o mesmo e, em especial, para os trechos do texto que seleccionei:
“Um arbusto de porte raro para a espécie, em avançado estado de decrepitude, resiste ao tempo e continua a florescer, sob as copas frondosas de duas imponentes magnólias, no jardim da Casa do Paço, da família dos Condes de Almada, ao Largo Capitão Gaspar de Castro … em Lanheses”.
“Sendo uma planta que, no seu normal desenvolvimento pode chegar aos 60-70 cm, (raramente atinge três metros de altura), os ramos desta que aqui divulgamos terá os seus galhos a cerca de dez metros do solo”.
“A curiosidade maior deste arbusto reside, não apenas no seu tamanho descomunal para a espécie mas, principalmente, na sua longevidade, quiçá de alguns séculos”.
“O jardim da Casa do Paço é um espaço privado mas a simpatia e disponibilidade dos seus actuais proprietários permite obter fácil acesso ao recinto, onde existem outras árvores frondosas e muito antigas.
Refira-se que, bem perto deste ancestral arbusto, está implantado o velho pelourinho, símbolo da freguesia de Lanheses, bem menos idoso mas não de menor valor”.


Família Abreu-Coutinho e Almada - Páscoa 2010



Encontro anual com os nossos tios e primos direitos Magalhães de Abreu-Coutinho:

Luísa Castelo-Branco, Madalena Castelo-Branco, Manuel Castelo-Branco, José Luís Castelo-Branco, Mariana Vaz de Almada, Maria Rita de Abreu Coutinho, Madalena de Abreu Coutinho G.Graça, Ana de Abreu Coutinho, Miguel Vaz de Almada, Simão Castro Saraiva, Teresa Principe Almada, Jorge Leal Barreto, Ana de Sousa Coutinho,António De Abreu Coutinho, José Gagliardini Graça, Joao Abreu Coutinho, Salvador Vaz de Almada, Frederico Villar, Luís Manuel de Almada, Tiago Magalhães S. Oliveira,Mafalda de Abreu Coutinho, Catarina Vaz De Almada, Maria Vaz de Almada, Leonor de Abreu Coutinho, Maria Vaz de Almada, Rita Abreu Coutinho, João De Abreu Coutinho,Carolina Soares de Oliveira, Catarina Gagliardini Graça, Francisco Vaz de Almada, Diogo Principe, José Vaz de Almada, Madalena Burnay, Paula de Almada, Inês Castro Saraiva, Filipa Santos Silva, Lourenço Almada, Rita Almada, Maria Rita de Abreu Coutinho Castelo-Branco, Maria Isabel de Abreu Coutinho de Almada, Carlos Gagliardini Graça e Nuno Pedrosa (em baixo)




Um excelente contributo para a História de Lanheses

Edição "Notícias da Frontera",29 de Março de 2010 - ano VI - n.º 59 - assunto:
Artigo recente e muito bem pesquisado sobre este nosso concelho extinto e história dele decorrente, incluindo alguns bem curiosos factos de então que, julgamos nós, são de enorme interesse não só para a família Almada ou local, mas também para muitos de vós:

Referencias Bibliográficas importantes ao Paço de Lanheses

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"Solares Portugueses", de Carlos de Azevedo, Livros Horizonte, 1963 ( ou 2.ª edição 1898).

"Casas com Tradição em Portugal", de Jorge Pereira de Sampaio, Estar, Lisboa, 1998.

"Nova Carta Chorografica de Portugal", de Marquês de Ávila e Bolama, composto e impresso na Imprensa Lucas, Lisboa, 1914, pág. 436-439.

"a Caminho de Santiago", de Lourenço J. de Almada, Lello Editores, Porto, Jan. 2000, pág. 117-118.

"Casas Senhoriais Portugueses, I Viagem de Estudo do IBI", de Francisco de Azeredo, Setembro de 1978, pág. 73.

"Casas Senhoriais Portugueses, Roteiro Viagem de Estudo do IBI", de Francisco de Azeredo, Setembro de 1986, pág. 55.

Viana de Outros Tempos e Sua Gente Através da Memória de Porto Pedroso, Arquivo do Alto Minho, volume IV da 2.ª Série (XIV) Tomo I, Viana do Castelo, 1965, pág. 38-43

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Mais uma Alma que segue para o Céu

Sexta-feira soubemos, com muita tristeza, que às 11h da manhã tinha falecido o nosso tio “Zé Amorim” (José Amorim Ferreira c.c. tia “Queta”, Maria Henriqueta Vaz de Almada Amorim Ferreira, irmã do nosso querido pai.)
Essa notícia deixa-nos com uma imensa saudade também pela sua carismática figura, de uma rectidão a toda a prova, de uma dureza não áspera de difícil quebrar e de uma invulgar inteligência, e por fazer todos os esforços ao seu alcance por manter a “família Almada” unida e ter trabalhado incansavelmente em prol desta.
Nós, sobrinhos, vamos igualmente recordá-lo por um “divertido” episódio que aconteceu num dos nossos vários encontros festivos na Quinta dos Lagares d´El-Rey, em Lisboa, que se tem mantido na Casa Almada desde o séc. XV. Em que, “maliciosamente”, assistimos em silêncio este tio a servir-se por engano de maionese, julgando serem natas batidas, cobrir o seu prato de morangos e a comer tudo, sem sequer “pestanejar” uma vez que fosse, mantendo até ao fim uma postura de grande dignidade.
Deus guarde em paz a sua alma.

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